Roteiro de expedição — Vale de Lacco

Sítio piramidal de Lacco: na trilha do Paititi.

O final alternativo do êxodo inca rumo a Machu Picchu / Vilcabamba — acredita-se que a última grande viagem dos incas passava pelo Vale Sagrado (Kallarayan, Huchuy Cusco), o vale de Lacco, antes de terminar no Paititi (provavelmente situado no planalto do Pantiacolla, ao norte da cordilheira do Toporaké). Expedição de 12 a 18 dias até um sítio piramidal descoberto em 2017, a 5 dias de caminhada do vale de Lacco ou de outra zona de exploração.

2017 — Descoberta

Uma descoberta recente

O sítio piramidal foi descoberto em 2017 por Javier Pazo Chipa, Benancio Encalada Paravicino, Justo Huamán Poma e Belisario Álvarez Ocampo. A Dirección Desconcentrada de Cultura de Cusco (DDCC) reconheceu oficialmente que o sítio era desconhecido em seus arquivos.

Além disso, o sítio piramidal estaria conectado ao Qhapaq Ñan (a rede viária inca) por meio de um trecho dedicado, do qual pelo menos uma parte é sustentada por um muro de contenção, e às vezes acompanhado de grandes construções que lembram as kallankas. Esse sítio estaria provavelmente ligado ao Pantiacollo ou ao Paititi, dada sua conexão direta com o planalto do Pantiacolla, assim como com o sítio de Patoqchayoq —com 200 moradias—, localizado na quebrada do Chunchosmayo, descoberto (ou redescoberto?) em 2020.

Muro de pedra coberto de musgo, sítio piramidal de Lacco Mapacho, Toporaké

Um dos muros de pedra do sítio, ainda coberto de musgo e vegetação densa.

Guia examinando um muro do sítio piramidal de Lacco Mapacho

Primeiro contato com um dos muros do sítio, ainda envolto em musgo e vegetação. Foto tirada durante a expedição de 2017.

Itinerário

Uma expedição em duas etapas.

Etapa 1

Até os limites do Santuário Megantoni

A expedição se dirige primeiro até os limites do Santuario Nacional Megantoni, sem entrar nele, pagando a TUPA correspondente ao Sernanp local, com o acordo dos camponeses da região. Inclui um levantamento dos vestígios ao longo da cordilheira do Toporaké, que indicam a presença do sítio piramidal encontrado em 2017 e daqueles que levariam à cidade perdida que provavelmente o acompanha, ainda não descoberta.

Etapa 2

A parte mais exigente

Segundo as autorizações obtidas junto à administração peruana, essa segunda etapa, muito mais física, consiste em participar da limpeza do sítio piramidal dentro do Megantoni — cuja extensão real ainda é desconhecida, mas que cobre pelo menos um hectare de terraplenos, plataformas, muros de curral (corrales) e andenes — ou então explorar outros sítios próximos, entre eles a famosa cidade perdida chamada Pantiacollo ou Paititi (provavelmente situada no planalto do Pantiacolla, ao norte da cordilheira do Toporaké), segundo a tradição. Essa cidade perdida acompanharia o sítio piramidal e provavelmente estaria situada em uma altura próxima.

Paisagem do sopé andino na zona do Toporaké, a caminho do planalto do Pantiacolla

O sopé andino, entre nuvens — a paisagem que a última expedição inca rumo ao Paititi teria visto. Foto tirada durante a expedição de 2016, que incluiu 3 ocidentais.

Trabalho de limpeza em um dos muros do sítio piramidal de Lacco Mapacho

Trabalho de limpeza e desobstrução de um dos muros, ferramenta na mão.

Avisos importantes

Antes de se inscrever.

⚠ Exigência física: roteiro extremo — entre 7.000 e até 10.000-12.000 m de desnível acumulado dependendo da configuração, 12 a 18 dias de acampamentos sucessivos até 4.000 m de altitude máxima. Veja detalhes completos abaixo.
⚠ Autorização necessária: roteiro sujeito à autorização da comunidade camponesa de Lacco Yavero Mapacho Bellavista, do Sernanp, da Dirección de la Interculturalidad e do Ministério da Cultura.
Exigências físicas e logísticas

Um trekking extremo, sem precedentes.

O trekking começa após uma aproximação motorizada (carro, ônibus ou caminhão) de um a dois dias a partir de Cusco, dependendo das condições da estrada, passando pela Quebrada de Yanatile. A caminhada a pé, seja em direção ao sítio a ser limpo ou à zona de exploração da cidade perdida (provavelmente situada no planalto do Pantiacolla, ao norte da cordilheira do Toporaké), atravessa a zona do Toporaké.

Este roteiro acumula entre 7.000 e potencialmente 10.000-12.000 metros de desnível positivo, dependendo da configuração exata da expedição, distribuídos em 12 a 18 dias de acampamentos sucessivos — sob barraca ou sob lona —, com um ou vários acampamentos possíveis até um máximo de 4.000 metros de altitude.

Acampamento base ao entardecer, a caminho do sítio piramidal de Lacco Mapacho

Acampamento base no fim do dia — fogueira, primeiras estrelas e descanso antes da próxima jornada.

O percurso atravessa o sopé andino, uma floresta baixa que cobre as encostas até os 3.000 m, extremamente densa — muito mais do que a Amazônia de planície. Alguns trechos são, por isso, muito lentos e precisam ser abertos com facão, um trabalho sempre sujeito a autorização prévia do Sernanp; certos dias não podem ultrapassar 2 km percorridos, mesmo para os perfis mais bem treinados.

Fila de carregadores avançando com carga na floresta densa do Toporaké

Avançando em fila pela floresta densa do sopé andino — o ritmo é ditado pelo trecho mais difícil, não pelo mais rápido.

A subida inicial a partir de Lacco (3 dias) pode ser feita com ajuda de mulas, mas a carga humana continua sendo considerável: entre 10 e 35 kg, dependendo da capacidade de cada participante.

Expedição carregando material sobre uma crista, rota da Quebrada de Yanatile

Carga compartilhada em altitude, acima das nuvens, a caminho do acampamento.

O formato da expedição se adapta de acordo com os participantes, mas trata-se, sem dúvida, de um trekking extremo — até mesmo único em seu gênero.

⚠ Responsabilidade e resgate: este roteiro está sujeito à assinatura de um termo de isenção de responsabilidade civil. Nenhum resgate por helicóptero é possível na região, devido ao clima muito variável, às autorizações necessárias (diferentes daquelas que autorizam a expedição a pé) e à impossibilidade técnica de pousar nas áreas florestadas abaixo de 3.000 m, onde se situam dois terços do percurso.
Preços

Estrutura de preços.

Dada a natureza extrema e variável desta expedição, o orçamento não segue uma tarifa fixa.

Orçamento sob medida

O orçamento desta expedição é elaborado em conjunto entre o candidato e os guias que o acompanharão. Varia de acordo com a configuração exata do trekking, sua duração (12 a 18 dias), o equipamento necessário e as autorizações exigidas.

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